sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fuego Fatuo


Que ganas tengo de rojearme otra vez más.  La luna, la luna, la luna. Luna sangre.
Me llamo herido y me como la nostalgia en los arándanos. Morados, tristes que están.
Tengo sed de cachondeo. Tengo hambre de la nieve. Me falta el alféizar del cotilleo.
La roca ancestral, las zapatillas ardientes y la paz olivar. Tablao, tablao, tablao. Tablao nejro.
Un dulce tortazo. La hostia y el chollo del chino. El reventón del metro. El morro de la lluvia.
El rajar de la fuente y el anhelo ancestral. Rojo mío, rojo nuestro, rojo tuyo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Venus Hood

Pessoas vem e vão, ficam as musas.
A canção da (a)manhã, a joia lunar, a flor do prana, o sublime estalar.
Esse viver oportunista que suborna alegria em troca da endeimosia.
Palmas ao universo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As mulheres de minha vida (Parte 2)

Ela não foi a segunda ou a terceira, mas foi única. Um ser lunar que carrega em si toda beleza do mundo. Sua doçura envolve qualquer um que a vislumbre. Têm sabor frutado seus lábios e cada vez que sorri, se abre um oceano de carinho.
Peco por tê-la abandonado. Nunca deveria tê-la deixado. A saudade que sinto dessa mulher é uma agulha na artéria. E jorra o sangue de suas melenas.
Extraordinariamente preciosa, ela é uma joia que guardo entre meus mais queridos pertences. Ela é eterna em minha memória. Para sempre ela.

As mulheres de minha vida (Parte 1)

Ela foi a primeira mulher de minha vida. Foi o berço do meu ser. Foi aquela que, mesmo contra minha vontade, me deu o néctar da vida. Seu nome é coragem e me orgulho de dizer que em minhas veias corre seu nome. Ela me dá impulso para continuar a perscrutar os mistérios da vida. Vida essa em que ainda sou sonâmbulo. Mas guiarei a vitória entre as sombras com sua luz. Minha bela caligari.

sábado, 1 de maio de 2010

Laço

Porque mais uma vez em Delos estou?
Porque foste outra vez mais até a península?
Acaso o trono da sereia altiva é mais doce que meu jardim da Leoa?
Embalado pelo sofrimento em troca de prazer
Embotado pelas correntes, o lobo é mudo em seu penhasco

Porque segues me atando, Moira?
É a queda da tua alba
O Olimpo relumbra
E Dionísio sorri
Este filho de Afrodite é pena de recurso
Lastima-se em borbulhas
Afogando seu reino
Não lhe é concedida a troca
Mas o laço que lastima enquanto beija.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Delos, ou "quarta-feira, 21 de abril de 2010"

Faz muito tempo que não posto nada neste blog sem leitor. Tinha esquecido como é bom vomitar as palavras. Muito aconteceu desde a última postagem... Eros me feriu de maneira  peculiar.

Atravesso um mar.
Apesar de tênue lar, há uma tempestade de toda sorte de humor.
Ela me afoga em breves prazeres e lentas borbulhas.
Numa ilha estou outra vez mais.
No continente da janela, avisto as luzes e melodias.
Bailam a torrente, a leoa e a Augusta.
Garganta fraca e peito rouco.

O jantar é parco.
Olhos uivantes e anseio nadar.
Da península, a sereia altiva de alvas melenas me acena.
"Vem! Vem te perder em mim!"
Chega a bruma à minha ilha e perco de vista o continente. Acendo uma fogueira para Delos.
"Corte minha linha, Moira! Pinte-me uma ponte hokusai!"
Em vão. A brasa apaga e a fumaça escreve no céu: "Estás onde escolheste, aviste teu próprio mar."
Desisto da viagem e Morfeu vem me beijar.

"Its happening now and it’s always been like this" - Always Like This, Bombay Bicycle Club.

sábado, 18 de julho de 2009

Melodia da saudade

Dessa vez uma postagem mais informal. São palavras escritas para evitarem uma explosão. Mais que um desabafo, é uma conversa.
Ando terrivelmente nostálgico ao ouvir músicas.
Além de ouvir o que sempre costumei ouvir (Cat Power, New Order, Franz Ferdinand) e o que costumo ouvir atualmente (Friendly Fires, Noisettes, Stereo Total), estou ouvindo coisas que eu ouvia quando tinha dezessete anos.
Melodias que fiquei um bom tempo sem ouvir. Até porque as bandas não lançaram novos CDs. Ou simplesmente eu não soube de novos lançamentos. Leia-se Futureheads, Pavement, Spinto Band, The Stills, The Bravery. Esta última banda é responsável pela maior parte da "trilha sonora" do difícil período de transição dos meus dezessete para os dezoito anos.
Sempre associo as músicas a certas ocasiões. Algumas canções evocam sentimentos indissociáveis de um certo tempo e espaço. Tão distante e perdidos aos olhos do presente. Me confundem entre o tênue limiar do tempo-espaço. Na verdade, são feitos da mesma matéria que o sonho. 
Passado e presente se colidem numa balança desajustada pela miopia da justiça. O primeiro, de tão pesado, rompe a prata.  
Tudo se resume ao peso e a leveza. Termina sempre na mesma indigesta palavra: retorno.